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sábado, 31 de março de 2012

Cuidado com os animadores de auditório! - Gutierres Siqueira - Pt. 4

Posted by Jefferson Ricardo On 12:10

PARTE 1| PARTE 2 | PARTE 3 | PARTE 4




07. Os animadores de auditório pregam um deus mercantilista. Para os animadores Deus é obrigado a agradar os seus bons meninos dizimistas e ofertantes. A base do relacionamento com Deus é na troca: “Eu vou dar o dízimo para Deus me dar uma casa ou vou fazer uma grande oferta para arranjar uma linda noiva”. Ora, vejam com Deus é visto nos pensamento dos animadores, como um grande comerciante, melhor inclusive que aplicação na bolsa de valores.


Quão miserável é essa espiritualidade mercantilista, onde o dinheiro é visto com mediador entre o homem e Deus; onde a “divindade” faz trocas com homens materialistas. Ó quão miserável e podre doutrina dos animadores de auditório! Mas quão maravilhosa é a visão bíblica do Altíssimo, um Deus de amor que nos transmite graça sendo nos ainda pecadores, e que nos livra do pecado e da morte e nos dá uma nova vida em Cristo! Deus requer adoração por meio da oferta e dízimos.

08. Os animadores de auditório amam títulos. Apesar do horror pelo estudo bíblico, os animadores gostam do título de Doutor em Divindades, que pode ser comprado por dois mil dólares em falsas faculdades nos Estados Unidos e no Brasil, mas só que na América de cima é mais chique! Ora, como alguém se torna doutor em apenas seis meses, eis um rolo gospel do diploma?

Isso mostra que os animadores não estão preocupados com um estudo aprofundado das Escrituras ou até mesmo na trilha de uma carreira acadêmica, o que eles amam na verdade é os títulos. Hoje proliferam os auto proclamados bispos, profetas, apóstolos, arcanjos e daqui a pouco: semi-deus ou vice-deus. Mas é melhor não dar idéia.

Conclusão: Que possamos trilhar pela caminho bíblico de um pregador do evangelho. Onde o amor a Deus e ao próximo está em primeiro lugar, onde a Palavra de Deus tem prioridade e o desejo é glorificar o nome do Senhor e não a si próprio.


Referências Bibliográficas:

1- PACKER, James I. O Conhecimento de Deus. 2 ed. São Paulo: Mundo Cristão, p. 13.

2- STOTT, John. Tu Porém: A mensagem de 2 Timóteo. 1 ed. São Paulo: ABU Editora. 1982 , p 57.

domingo, 25 de março de 2012

Cuidado com os animadores de auditório! - Gutierres Siqueira - Pt. 3

Posted by Jefferson Ricardo On 12:05

PARTE 1 | PARTE 2 | PARTE 3

05. Os animadores de auditório desprezam temas relevantes em suas pregações. Você já foi em um grande congresso, onde esses animadores de auditório comparecem, cujo tema era “O fruto do Espírito” ou “A Santíssima Trindade”? Mas certamente você já foi em eventos que os verbos mais conjugados foram: receber, vencer, poder, ganhar, conquistar, sonhar, triunfar etc?! Infelizmente os temas essenciais da Bíblia são desprezados nos púlpitos. Onde estão aquelas pregações sobre o “caráter cristão”, “a graça de Deus”, “o céu e inferno”, “a justificação pela fé”, “a mortificação da carne”, “o preparo para um encontro com Deus” etc? Logos os animadores dizem: “Isso é tema para Escola Dominical”, mas eles nunca vão a Escola Bíblica Dominical! E quem disse que pregação não deve conter o temas essenciais da fé cristã?

Para pregar os temas relevantes da fé cristã é preciso manejar bem a Palavra da Verdade e ser como Apolo, “varão eloquente e poderoso nas Escrituras” (Atos 18.24). Mas não basta somente boa oratória, eloquência e experiência em homilias, é necessário acima de tudo dominar as Escrituras, ser “instruído no caminho do Senhor” e ser “fervoroso de espírito”, sendo assim, o pregador vai falar e ensinar com diligência “as coisas do Senhor”(Atos 18.25), assim como Apolo.

John Stott escreveu:

O arauto cristão sabe que está tratando de assunto de vida ou morte. Anuncia a situação do pecador sob os olhos de Deus, e a ação salvadora de Deus, através da morte e ressurreição de Cristo, e o convida ao arrependimento e à fé. Como poderia tratar tais temas com fria indiferença?[2]

A partir do momento em que os pregadores esquecem o tema principal do evangelho, eles desprezam o próprio Senhor da Palavra. Quando desprezam o verdadeiro Deus passam a adorar o falso deus da teologia da prosperidade: Mamon! Isso acontece quando as doutrinas centrais do cristianismo são desprezadas.

06. Os animadores de auditório despertam o emocionalismo. O emocionalismo é ser guiado e orientado pelas emoções. A emoção é parte importante do culto cristão, pois nós, os seres humanos, somos emocionais e também racionais; o grande problema é que os animadores valorizam excessivamente a emoção em detrimento da razão. Os animadores chegam a afirmar que as pessoas não precisam compreender aquilo que acontece em suas reuniões ou dizem para que os cultuantes não usem a mente. Outros, mais ousados, ameaçam sua platéia dizendo que Deus condena os incrédulos, com se ter senso crítico fosse incredulidade. A Bíblia adverte contra a credulidade cega, que não analisa e vê, baseado nas Escrituras, aquilo que está engolindo (I Jo 4.1). Os animadores de auditório não gostam de uma platéia que pense!

Continua>>

Por Gutierres Siqueira . Site: Teologia Pentecostal.

domingo, 18 de março de 2012

Cuidado com os animadores de auditório! - Gutierres Siqueira - Pt. 2

Posted by Jefferson Ricardo On 12:04

PARTE 1|PARTE 2 |
02. Os animadores de auditório são usuários do marketing pessoal. Certo dia vi um cartaz na igreja em que estava: “Pregador Fulano de Tal, Conferencista, em suas reuniões acontece batismos no Espírito Santo, curas divina, libertações, bênçãos, mas tudo pelo poder de Deus”! Seria cômico se não fosse trágico, pois usa de uma falsa modéstia para falar que todas essas bênçãos, promotoras do seu marketing pessoal, que acontecem simplesmente pelo poder de Deus. É claro que um cartaz bem elaborado como esse, serve para fazer promoção de alguém que quer evidência. Podemos fazer propaganda de milagres? Tornar o poder de Deus algo sujeito a nossa manipulação? Determinar o dia em que um milagre vai acontecer? Isso é o dom da fé ou o mercantilismo da fé?

O animador de auditório fala muito de si mesmo, diz ele: “Eu fiz isso, eu fiz aquilo; no meu ministério acontece isso, acontece aquilo; aqui eu faço e acontece”. Sempre há muita arrogância e busca de auto-promoção. Esse animador é sempre o grande ungido que não pode ser contestado.

03. Os animadores de auditório desprezam a pregação expositiva. Pregar sobre uma passagem bíblica de maneira profunda, bem estudada e pesquisada, além de levar os ouvintes a reflexão. Eis algo que os animadores de auditório abominam! Dizem logo que não precisam de esboços, pois o Espírito Santo revela. Ora, o Espírito Santo é limitado em expressar a sua vontade por meio de um esboço? O que esses animadores não querem admitir é que a pregação expositiva impede o seus teatrinhos, pois a centralidade é em torno da Palavra. Além disso, um sermão expositivo exige tempo e bom preparo, algo descabido na era dos descartáveis e das comidas-rápidas. Bem cantou o salmista: “A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices”(Sl 119.130).

04. Os animadores de auditório desprezam o ensino e o estudo da Palavra. Como pode alguém dizer que foi chamado para o ministério pastoral se não tem apreço para o ensino. Pastor não foi chamado para cantar, construir templos, fazer campanhas sociais, tudo isso é bom, mas a principal missão do pastor é ensinar o seu rebanho. Já dizia o apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo: “seja apto para ensinar”(I Tm 3.2). O ensino exige aprendizado. Aquele que ensina deve-se dedicar ao ensino (Rm 12.7). Escreveu o professor James I. Packer:

Despreze o estudo de Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções, como um cego, como se não tivesse nenhum senso de direção e não entendesse aquilo que o rodeia. Deste modo poderá desperdiçar sua vida e perder a alma.[1]

Os animadores de auditório não suportam sermões de conteúdo, pois eles querem é entretenimento. São como crianças que deveria ficar na escola, mas pulam o muro para jogar bola. O pregador não pode fugir da responsabilidade de trazer conteúdo bíblico aos seus ouvintes, como disse Paulo: “Pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 4.2, 15).

Continua>>


Por Gutierres Siqueira . Site: Teologia Pentecostal.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cuidado com os animadores de auditório! - Gutierres Siqueira - Pt. 1

Posted by Jefferson Ricardo On 09:31

A MOBINP irá fazer uma série de pequenas postagens sobre os tão falados "pregadores animadores de palco". Estas postagens foram originalmente postadas no site "Teologia Pentecostal", e por serem bem edificantes, resolvi postar aqui.

PARTE 1| PARTE 2 | PARTE 3 | PARTE 4
O artigo em apreço não tem por objetivo traçar perfil de algum pregador famoso, mas sim alertar contra os mercenários vestidos de ovelhas que andam em nosso derredor. Que possamos tomar o cuidado de que os nossos nomes não estejam no rol de membros do conselho de animadores de auditório! É tempo de tomarmos posição, pois daqui a pouco não acharemos quem pregue a Palavra, mas sobrarão aqueles que buscam entretenimento para o povo.

Como identificar um animador de auditório? Abaixo estão algumas características nada virtuosas desses pregoeiros do triunfalismo utópico.

01. Os animadores de auditório amam a popularidade. Ter nomes em camisetas, em placas de denominações, ser cogitado por várias igrejas e ter agenda impossível de ser cumprida, eis o sonho de todo animador de auditório. Querem popularidade, fama, glória! Para isso foi chamado o pregador do evangelho? Esse deve ser o objetivo daqueles que dizem seguir o humilde Nazareno? Fama e muitos seguidores é sinal de aprovação divina? É claro que não!

Alguém logo argumenta:- Ora, Jesus foi um homem popular em sua época! Mas é bom lembrar que Jesus não buscava popularidade, ele buscava almas! Jesus, mediante muitos de seus milagres dizia ao beneficiado que não contasse nada a ninguém. Quem foi o único homem digno de glória senão Jesus, mas ele “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2.7). Quis o manso Filho do Homem nos dar o exemplo!

Apesar da grande popularidade de Cristo, nos seus momentos de explosão de milagres, ele amargou o desprezo dos amigos e discípulos durante o caminho do Gólgota. Como bem havia profetizado o profeta messiânico: “Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Is 53.3).


Por Gutierres Siqueira . Site: Teologia Pentecostal.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Como estudar a Bíblia: O teste da constância - Pt. 6

Posted by Jefferson Ricardo On 15:28


Este ponto transcende eras culturais e pormenores situacionais?

Vamos imaginar que nós estejamos em uma viagem pelos Estados Unidos. Começamos na Califórnia e terminamos na Geórgia. Enquanto viajamos, eu percebo que você faz comentários a respeito de certas coisas. Quando chegamos às Montanhas Rochosas, você faz uma observação sobre o ar rarefeito. Quando passamos pelas planícies, você compartilha algo que você agora sabe sobre o trigo. Dirigir por Chicago o lembra de sua pizza preferida. E Kentucky o motiva a discutir sobre corridas de cavalos puro-sangue. Todos esses comentários vieram de sua boca e foram ouvidos por mim.

Isso significa que eles eram assuntos importantes para você? O fato de você dizê-los quer dizer que eles são áreas de vital importância para sua vida? Provavelmente não. Mas se eu quisesse descobrir o que foi importante para você, o que eu faria? Eu iria procurar pelos assuntos que emergiram repetidamente por toda a viagem.

Sua saúde talvez esteja em sua mente – se estiver, você talvez a mencione em Utah e em Kansas, apesar da geografia. Talvez você esteja com fome, então você menciona isso nas montanhas e no deserto. Eu poderia avaliar o que importa para você pela quantidade de vezes que isso aparece em sua conversa.

O mesmo é verdade no estudo da Bíblia. As verdades centrais tendem a reaparecer não importando a cultura ou a época. Não importando a nação ou o século. O ensino Bíblico sobre decência e humildade é constante. O princípio de tolerância e unidade percorre toda a Bíblia. O amor de Deus, o amor ao próximo, o respeito à vida, a adoração regular, a dedicação à família – estes são freqüentemente defendidos e totalmente honrados através das Escrituras. Pergunte a si mesmo, “Esta afirmação tem a intenção de ser uma regra permanente ou foi uma instrução específica dada para tratar uma situação específica?” Passe-a pelo teste da constância.

Talvez seja bom parar e dar dois exemplos sobre dois assuntos controversos hoje em dia. A prática do homossexualismo e o papel da mulher.

Talvez o surpreenda saber que a Bíblia não é uniforme quando se trata de ministério de mulheres na igreja.

Paulo em 1 Timóteo 2:11-12 e em 1 Coríntios 14:34-35 instruiu as mulheres a não ensinarem ou terem autoridade sobre os homens. Se entendermos isso literalmente, então as mulheres não estariam autorizadas a cantar nas reuniões, a dar opinião em aulas, ou até mesmo a dizer “amém” a um ponto dito pelo pregador.

Aparece a questão, isto tem a intenção de ser uma regra permanente ou foi uma ordem específica dada por Paulo em uma situação específica?

Vamos passá-la pelo teste da constância. Qual a freqüência de Paulo nessa questão? Ele ensinou o mesmo em outras cidades e escreveu o mesmo em outras cartas? Talvez o surpreenda saber que não.

Em Romanos 16:1 uma mulher chamada Febe é citada como diaconisa e em Romanos 16:3 uma mulher chamada Priscila é citada como uma apóstola. As mulheres são encontradas ensinando em Atos 18:26 e profetizando em Atos 21:9 e 1 Coríntios 11:5. Por que ele teria mulheres discursando em um lugar e aconselhando-as a refrear suas línguas em outro? Um estudo cuidadoso de 1 Timóteo revela que as mulheres problemáticas eram uma parte importante dos problemas da igreja.

Aparentemente o problema em Éfeso era um problema local. E as instruções sobre silêncio foram propostas para aqueles ouvintes.

Entretanto, a questão da homossexualidade é diferente. Alguns sugerem que os ensinamentos bíblicos contra a homossexualidade são relativos culturalmente e não são aplicáveis hoje. O problema, entretanto, está sempre errado na Bíblia. A ordem transcende particularidades históricas.

Em nenhum lugar do Antigo ou do Novo Testamentos a Bíblia endossa a atividade homossexual. Nem em um único versículo. Oito passagens a condenam completamente. E estas denúncias não são limitadas a uma época ou a um lugar. Tão cedo quanto o livro de Levítico e tão tarde quanto as cartas a Corinto e a Roma, a homossexualidade é apresentada como pecado.

Do deserto de Moabe às cidades de Sodoma e de Gomorra às metrópoles de Corinto e de Roma – o texto é constante contra a prática.

O estudo bíblico sensato inclui uma procura por temas recorrentes na Bíblia. As verdades centrais tendem a reaparecer não importando a cultura ou a época. Não importando a nação ou o século.

Note como o Principal Professor usou toda a Bíblia quando Ele ensinou.

“Então lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lucas 24:25-27).

Você viu onde Jesus se desviou de Sua mensagem? “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava...” Jesus não ensinou textos isolados, mas ao invés disso ensinou a mensagem generalizada da Bíblia.

Enquanto estudamos, devemos fazer o mesmo. Comentários sobre vestuário variam de cultura para cultura, de nação para nação – mas o ensinamento sobre decência e humildade é sempre constante.

A ordem de Paulo para não comer alimentos oferecidos a ídolos aparece apenas duas vezes – mas o princípio de tolerância e unidade percorre toda a Bíblia.

Certos princípios estão sempre errados. (Adultério, gula, fornicação, embriaguez, furto, homossexualidade).

Certos princípios estão sempre certos. (O amor a Deus, o amor ao próximo, o respeito à vida, a adoração regular, a dedicação à família).

Estude a Bíblia. Enquanto você fizer isto, procure pelos temas recorrentes das Escrituras. Fazendo isso, você entenderá o que é importante para Deus.

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida. Irmãos.com
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Como estudar a Bíblia - O teste da prioridade - Pt. 5

Posted by Jefferson Ricardo On 14:55


O quanto este ponto é vital para o objetivo da Bíblia?
Algumas seções das Escrituras possuem mais relevância persuasiva para a condição humana do que outras. Preste atenção nas palavras de Paulo:

“Antes de tudo vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas, e depois aos doze” (1 Coríntios 15:3-5).

Paulo afirma que há algumas verdades que são “mais importantes”. Ele então descreve essas verdades como a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus.

A Bíblia não é uma paisagem plana sem picos e montanhas. Ela tem grande variedade de contorno e geografia. Apesar de todas as palavras da Bíblia serem importantes, nem todas as palavras são igualmente importantes. Apesar de todo texto contribuir para o todo, nem todo texto tem peso igual. Por exemplo, o mesmo apóstolo Paulo discursou a respeito da ressurreição de Cristo e das jóias das mulheres. Os temas possuem a mesma importância? Absolutamente. Podemos discordar a respeito de roupas, mas discordar a respeito da Ressurreição pode ser fatal.

Isso significa que a Bíblia possui partes sem valor? Não. Apenas significa que algumas têm mais valor que outras. Imagine que eu esteja segurando três moedas: 25 centavos, 10 centavos e 5 centavos. Qual moeda tem o maior valor? A de 25 centavos. Isso significa que a de 10 centavos e a de 5 centavos não são importantes? Claro que não. Elas simplesmente têm valores diferentes.

O sábio estudante da Bíblia sabe quais versículos são versículos de 25 centavos e quais são versículos de 5 centavos. O bom estudante dá mais importância para os mais importantes e menos importância para os menos importantes.

Jesus criticou os líderes religiosos de Sua época por não fazerem isto. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis fazer estas coisas, sem omitir aquelas (Mateus 23:23).

É possível entender a Bíblia e deixar passar sua mensagem central? Absolutamente. Isso é exatamente o que Jesus quis dizer quando disse, Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo não quereis vir a mim para terdes vida (João 5:39, 40).

Avalie o ensinamento com o teste de prioridade e então você não cometerá o mesmo erro.

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida. Irmãos.com
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Como estudar a Bíblia - Princípios para entender a Bíblia - Pt. 4

Posted by Jefferson Ricardo On 15:13


Há algum tempo atrás eu sentei com minhas filhas para jogar cartas. Tínhamos recebido o jogo há vários meses e nos lembramos da diversão que tivemos da primeira vez que jogamos. Então decidimos jogar novamente.

As cartas não eram as comuns de ouros e ases, mas era um conjunto diferente planejado especialmente para este jogo. Enquanto distribuíamos as cartas percebemos que alguma coisa estava faltando – as instruções. Não conseguimos achar as instruções.


Sem problema, pensamos. Vamos lembras as regras enquanto jogamos.

Uma das meninas perguntou como uma pessoa ganha este jogo. Não conseguimos lembrar.

Isso também estava na folha de instruções. Sem problema pensamos, vamos descobrir enquanto jogamos.

Os resultados foram interessantes. Primeiro, tivemos a tendência de inventar regras que se adequassem a nossas necessidades pessoais. (É incrível como uma carta ruim pode sacudir sua memória sobre uma regra obscura oferecendo segundas chances).

Como não conseguimos nos lembrar de como determinar o vencedor, todos nós tínhamos objetivos diferentes. Alguns queriam pegar o máximo de cartas que fosse possível. Outros queriam perder o máximo de cartas que fosse possível. Como não sabíamos o objetivo, não conseguimos concordar com um plano.

O resultado foi um caos. Quatro pessoas fazendo quatro conjuntos de regras com quatro objetivos diferentes.

Felizmente, nós finalmente encontramos as instruções e descobrimos, para surpresa de cada um de nós, que ninguém estava inteiramente certo.

É difícil jogar junto se você não sabe qual é o objetivo.

Agora, pegue esse jogo simples de cartas e amplifique-o para dois milênios de herança e séculos de lealdade denominacional e por volta de uma dúzia de camadas de tradição religiosa e você tem uma idéia da dificuldade da interpretação bíblica.

Cada um de nós sabe o que é discutir a mesma Bíblia com uma pessoa e chegar a duas conclusões.

Idealmente seria educado dizer, A Bíblia diz o que quer dizer e quer dizer o que diz. Mas realistamente, temos dificuldade em entender o que a Bíblia diz. Eu freqüentemente recebo perguntas de pessoas sobre como interpretar a Bíblia. Aqui estão alguns exemplos.


  1. Jesus lavou os pés de Seus discípulos. Ele ordenou que Seus discípulos fizessem o mesmo. Nós, entretanto, não temos o ritual de lavar os pés... devemos lavar?
  2. Timóteo foi orientado por Paulo a beber um pouco de vinho por causa de seu problema no estômago... mas o mesmo Paulo não advertiu sobre tornar-se bêbado por causa do vinho?
  3. Paulo ordenou às mulheres em Corinto a orarem com véu em suas cabeças... devemos distribuir véus a nossas irmãs?
  4. “A mulher não usará roupa de homem” (Deuteronômio 22:5). Isso significa que as mulheres devem vender seus jeans?
  5. Paulo ordenou que os cristãos em Roma se cumprimentassem com um beijo santo... estamos desobedecendo se nós não enrugarmos os lábios? Se devemos beijar, onde devemos beijar? Com qual freqüência devemos beijar? E se esquecermos de beijar? Alguém pode beijar na nossa ausência?
  6. O que fazemos com as passagens atípicas como “batismo por causa dos mortos” (1 Coríntios 15:29), “gemido da natureza” em Romanos 8, ou a oração de Cristo aos “espíritos em prisão” em 1 Pedro 3:18,19?
  7. Primeira Coríntios 11:14 afirma que cabelo comprido é vergonhoso para um homem mas é glória para a mulher. Devemos excomungar qualquer homem com cabelo comprido?
  8. “Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1 Timóteo 2:8). Se orarmos sem levantar as mãos estamos desobedecendo a Deus?

    Como respondemos essas perguntas? Começamos lembrando que a Bíblia é a Palavra de Deus dada em linguagem humana. A Escritura é um casamento da verdade eterna com particularidades históricas.



  1. Foi escrita em outro tempo.
  2. Foi escrita em outra cultura.
  3. Foi escrita em outro idioma.
A menos que entendamos isso, não podemos começar a entender a Bíblia.

Nosso mundo é diferente do mundo da Bíblia. Nossa linguagem, roupa e cultura não são as mesmas daquelas de Israel na época de Jesus. Conseqüentemente, estamos interpretando a Bíblia todo o tempo. Por essa razão, precisamos ter cuidado em usar as regras certas de interpretação.

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida. Irmãos.com
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como estudar a Bíblia: Qual é o propósito da Bíblia? - Pt. 3

Posted by Jefferson Ricardo On 18:50



"Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Timóteo 2:15).

As estradas de San Antonio me confundem. Quando acho que estou indo pro sul, vejo o sol e percebo que estou dirigindo para o oeste. Quando acho que estou indo para a cidade, percebo que estou indo para longe da cidade. Um amigo gentil me explicou que as estradas eram em forma de zigue-zague porque as ruas originais eram fugas de gados.

Então, para evitar que me perdesse, comprei uma bússola. Do tipo que você pode instalar em seu carro. Ela é redonda e possui uma seta flutuante. Levei-a para meu carro com grandes expectativas. Finalmente eu seria orientado e teria direção. Mas então eu li as instruções, “coloque a bússula para o norte e ajuste a seta”.

Eu balancei minha cabeça. Se eu soubesse para onde ficava o norte, eu não precisaria de uma bússola, pensei.

Nós estamos estudando a bússola da vida – a Bíblia. Assim como uma bússola, ela serve como uma ferramenta de orientação. Assim como uma bússola, ela fornece direção para o peregrino. Assim como uma bússola, ela endireita as estradas tortas da vida. Mas assim como uma bússola, nós precisamos saber como usá-la. Precisamos saber como interpretá-la.

A questão básica de interpretação da Bíblia é, “Qual é seu propósito?”

Por que é importante saber o propósito da Bíblia?

Imagine sua reação se eu pegasse uma lista telefônica, abrisse e dissesse, “Achei uma lista de todos que estão recebendo subsídios do Estado! Ou se eu dissesse, Aqui está uma lista de formandos da faculdade! Ou, Este livro vai nos contar quem tem um carro vermelho. Você provavelmente diria, “Agora espere um minuto – esse não é o propósito desse livro. Você está segurando uma lista telefônica. Seu propósito é simplesmente revelar o nome e o número de moradores de uma cidade durante um certo período.”

Somente entendendo seu propósito eu posso usar a lista telefônica com precisão. Somente entendendo seu propósito eu posso usar a Bíblia com precisão. E somente entendendo por que a Bíblia foi escrita eu poderia aplicar suas verdades com precisão. Assumindo que a Bíblia tem algum outro propósito, as pessoas têm feito algumas falsas suposições e aplicações erradas. Por exemplo, alguns supuseram que o propósito da Bíblia fosse transferir o vestuário e a comida da cultura do primeiro século para hoje. Algumas religiões entram em muitos detalhes sobre vestuário e tradições, supondo que esse fosse o objetivo de Deus e da Bíblia.

Alguns acreditam que a Bíblia proporcione aos estudiosos um código secreto de profecia que, uma vez decifrado, revelará o dia no qual nosso Senhor voltará. Outros acreditam que a Bíblia seja um manual de sucesso secreto para riqueza e saúde. Outros ainda usam a Bíblia para provar idéias já tidas. Alguns cristãos sentem que o propósito da Bíblia seja proporcionar um guia para a organização da igreja do Novo Testamento.

Apesar de a Bíblia poder ter opiniões sobre cada um destes assuntos, nenhum deles identifica o propósito das Escrituras. Qual é o propósito da Bíblia? Deixe a Bíblia por si mesma responder essa pergunta.


"E que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus" (2 Timóteo 3:15).

"Estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (João 20:31).

"Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê... Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé" (Romanos 1:16-17).

O propósito da Bíblia é simplesmente proclamar o plano de Deus para salvar Seus filhos. Ela afirma que o homem está perdido e precisa ser salvo. E comunica a mensagem que Jesus é Deus em carne enviado para salvar Seus filhos.

Apesar de a Bíblia ter sido escrita a mais de dezesseis séculos por pelo menos quarenta autores, ela tem um tema central – a salvação pela fé em Cristo. Começou por Moisés no solitário deserto da Arábia e terminou com João na solitária Ilha de Patmos. Ela é mantida unida por uma linha firme: a paixão de Deus e o plano de Deus para salvar Seus filhos.

Que verdade vital! Entender o propósito da Bíblia é como ajustar a bússola na direção certa. Calibre-a corretamente e você viajará em segurança. Mas falhe ao ajustá-la e quem sabe onde você irá parar.

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida. Irmãos.com
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Como estudar a Bíblia: Um livro bem peculiar - Pt. 2

Posted by Jefferson Ricardo On 12:11




Aqui está um ponto prático. Estude a Bíblia um pouco por vez. A fome não é saciada com vinte e uma refeições comidas de uma vez uma vez por semana. O corpo precisa de uma dieta balanceada para permanecer forte. Assim é a alma. Quando Deus enviou comida a Seu povo no deserto, Ele não providenciou bolos já prontos. Ao invés disso, Ele os enviou maná em forma semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra (Êxodo 16:14).

Deus deu maná em porções limitadas.

Deus dá o alimento espiritual da mesma forma. Ele abre os céus apenas com os nutrientes suficientes para a fome de hoje. Ele provê. Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra: um pouco aqui, um pouco ali. (Isaías 28:10).

Não fique desanimado se sua leitura colhe uma colheita pequena. Em alguns dias uma porção menor é tudo o que é preciso. O importante é buscar todos os dias pela mensagem daquele dia. Uma dieta balanceada da Palavra de Deus por uma vida inteira constrói mente e alma saudáveis.

Uma menininha voltou do seu primeiro dia de escola. A mãe dela perguntou, “Você aprendeu alguma coisa?” “Parece que não o suficiente,” a menina respondeu, “Tenho que voltar amanhã e no dia seguinte e no seguinte...”

Isso é o que acontece com o aprendizado. E isso é o que acontece com o estudo da Bíblia.

O entendimento vem pouco a pouco durante uma vida inteira.

Há um passo três para entender a Bíblia. Depois de pedir e buscar vem o bater. Depois que você pede e busca, então bata.

Batei e abrir-se-vos-á (Mateus 7:7).

Bater é ficar à porta de Deus. Fazer-se disponível. Subir a escada, cruzar o alpendre, ficar na entrada e voluntariar-se. Bater vai além da esfera do pensamento e para dentro da esfera da atuação.

Bater é perguntar, O que posso fazer? Como posso obedecer? Onde posso ir?

Uma coisa é sabero que fazer. Outra é fazer. Mas para aqueles que fazem, aqueles que escolhem obedecer, uma recompensa especial os aguarda.

Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer (Tiago 1:25).

Que promessa. A felicidade vem para aqueles que fazem o que eles lêem! É o mesmo com os remédios. Se você somente ler o rótulo mas ignorar as pílulas, ele não ajudará. É o mesmo com a comida. Se você somente ler a receita mas nunca cozinhar, você não será alimentado. E é o mesmo com a Bíblia. Se você somente ler as palavras mas nunca obedecer, você nunca conhecerá a alegria que Deus prometeu.

Pedir. Buscar. Bater. Simples, não é? Por que você não tenta? Se você tentar, verá por que o livro que você está segurando é o livro mais extraordinário da história.

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida. Irmãos.com
Texto original extraído do site www.maxlucado.com



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sábado, 19 de novembro de 2011

Como estudar a Bíblia: Um livro bem peculiar - Pt. 1

Posted by Jefferson Ricardo On 10:27



Qual é o propósito da Bíblia? Deixe a Bíblia mesmo responder essa pergunta.


E que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus. (2 Timóteo 3:15).

O propósito da Bíblia? Salvação. A maior fascinação de Deus é levar Seus filhos para casa. Seu livro, a Bíblia, descreve Seu plano de salvação. O propósito da Bíblia é proclamar o plano de Deus e a fascinação em salvar Seus filhos.

Essa é a razão pela qual este livro resistiu através dos séculos. Ele ousa abordar as questões mais difíceis da vida: Para onde vou depois que morrer? Há um Deus? O que eu faço com meus medos? A Bíblia oferece respostas para estas questões cruciais. É o mapa do tesouro que nos leva ao maior tesouro de Deus, a vida eterna.

Mas como nós usamos a Bíblia? Incontáveis cópias da Escritura permanecem sem ser lidas em prateleiras e criados-mudos simplesmente porque as pessoas não sabem como lê-la. O que podemos fazer para tornar a Bíblia real em nossas vidas?

A resposta mais clara é encontrada nas palavras de Jesus.

Pedi, Ele prometeu, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á (Mateus 7:7).

O primeiro passo para entender a Bíblia é pedir que Deus nos ajude. Devemos ler em oração. Se alguém entende a Palavra de Deus é por causa de Deus e não do leitor.

Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito (João 14:26).


Antes de ler a Bíblia, ore. Convide Deus a falar com você. Não vá à Escritura procurando seu conceito, procure o Dele.

Não só devemos ler a Bíblia em oração, devemos lê-la cuidadosamente. Buscai e achareis, é a promessa. A Bíblia não é um jornal para ser lida rapidamente, mas uma mina a ser explorada. Se buscares a sabedoria como a prata, e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. (Provérbios 2:4, 5).

Qualquer achado que valha a pena requer esforço. A Bíblia não é exceção. Para entender a Bíblia você não precisa ser brilhante, mas você deve estar disposto a arregaçar as mangas e procurar.

Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2:15).

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida. Irmãos.com
Texto original extraído do site www.maxlucado.com


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terça-feira, 15 de novembro de 2011

A História do Inferno: de 1500 a 1700 d.C.

Posted by Jefferson Ricardo On 10:56

O que os cristãos creram a respeito do inferno ao longo da história?

Após uma introdução das três principais visões sobre o inferno, apresentamos aqui grandes nomes da história e o que defendiam sobre o assunto. (acesse a introdução para ver o índice)


  • João Denck (c. 1500–1527)


Denck foi tido em sua breve vida como um dos principais representantes do pensamento anabatista, ainda que imediatamente antes de sua morte tenha abjurado da ideia de que o batismo deve ser um sinal da prévia existência da fé, e tenha assim se reconciliado com o protestantimo clássico. Denck entendia que a “Palavra de Deus” era uma palavra interior que fala ao coração de todo ser humano. Isso possibilitava que aqueles que ouvissem o evangelho fossem salvos. Denck foi acusado de universalismo, e seus ensinos sobre a salvação parecem apontar nessa direção, embora não esteja claro se de fato afirmava que todos serão salvos.

  • João Calvino (1509-1564)

Calvino posicionou-se ao lado de Lutero contra Zuínglio sobre a total indispensabilidade de ouvir a Palavra de Deus para sermos salvos. Para Calvino, a doutrina da predestinação explicava por que era justo que somente os que ouvissem o evangelho fossem salvos. (Ao ratificar o pecado original conforme definido por Agostinho, o qual Zuínglio havia questionado, Calvino obtém um alicerce para sustentar a condenação mesmo daqueles que pareciam jamais ter tido oportunidade de salvação.) Ainda assim, à semelhança de Lutero, Calvino se focou no aspecto existencial da condenação, na qualidade de separação em relação a Deus, e não nos tormentos físicos do inferno descritos em boa parte da pregação e dos escritos visionários da Idade Média. Por essa razão, na descrição de Calvino, Jesus sofreu os tormentos do inferno no Getsêmani e na cruz quando foi abandonado por Deus por causa de nossos pecados.

  • John Milton (1608-1674)

A influência de Milton em concepções posteriores sobre o inferno foi possível em grande medida por meio de sua obra prima da poesia, O Paraíso perdido, obra em que se retrata um Satanás humanizado em oposição às tradições que descreviam o Diabo como grotesco e monstruoso. Satanás, como ficou bem conhecido, descreveu sua sina mais em termos psicológicos que físicos: “Só o Inferno essa fuga me depara:/ Eu sou Inferno pior! o outro, cavando/ No fundo abismo, abismo inda mais fundo,/ E ameaçando engolir-me em tais horrores,/ Para mim fora um céu se o comparasse/ Com este Inferno que em mim mesmo sofro!” (tradução de António José de Lima Leitão, Rio: W. M. Jackson, 1956). Muitos autores do romantismo, com sua inclinação para os heróis proscritos e angustiados, acharam nesse retrato algo com que se identificar e consideraram Satanás o verdadeiro herói do poema.

A descrição física do inferno feita por Milton ― um lugar grande, escuro, quente, doloroso, infindo e centrado em torno de um lago de fogo ― é a visão tradicional, mas tem força particularmente vívida a reforçar todos esses traços: “Mas luz nenhuma dessas flamas se ergue;/ Vertem somente escuridão visível/ Que baste a pôr patente o hórrido quadro/ Destas regiões de dor, medonhas trevas/ Onde o repouso e a paz morar não podem,/ Onde a esperança, que preside a tudo,/ Nem sequer se lobriga: os desgraçados/Interminável aflição lacera” (tradução de António José de Lima Leitão).

  • John Locke (1632-1704)

Locke é bem conhecido como um escritor que favoreceu a tolerância religiosa e defendeu o cristianismo como uma religião razoavelmente adequada para intelectuais iluministas crerem. Em pelo menos alguns de seus escritos, ele endossou o aniquilacionismo – a visão de que enquanto os salvos aproveitarão a vida eterna com Cristo, os condenados serão simplesmente aniquilados imediatamente ou após um período definido de punição, em vez de sofrer tormentos por toda eternidade. (Em relação ao “fogo inextinguível” citado em várias partes da Bíblia, ele comentou que isso não significa “que os corpos que eram nele queimados nunca eram consumidos, mas só que os vermes que roíam e o fogo que queimava eram constantes e não cessariam até que as pessoas fossem destruídas.”)

Como John Milton, Locke é frequentemente citado em sites unicistas universalistas, mas, assim como em relação a Milton, isto acontece mais por causa de suas crenças heterodoxas sobre a Trindade e sua defesa de um cristianismo tolerante (dentro de limites – ele se recusou a tolerar tanto católicos quanto ateus) do que em qualquer universalismo em seus escritos.

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Tradução: voltemosaoevangelho.com
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Como estudar a Bíblia - Introdução - Max Lucado

Posted by Jefferson Ricardo On 20:49

Introdução


A Bíblia é um livro peculiar. Palavras escritas em outros idiomas. Feitos realizados em uma era distante. Eventos registrados em uma terra distante. Conselho oferecido a um povo estrangeiro.


Este é um livro peculiar.


É surpreendente que qualquer pessoa o leia. É velho demais. Alguns de seus escritos têm mais de cinco mil anos. É estranho demais. O livro fala de comidas incríveis, fogos, terremotos, e pessoas com habilidades sobrenaturais. É radical demais. A Bíblia chama para devoção eterna a um Carpinteiro que Se chamou de Filho de Deus.


A lógica diz que este livro não deveria sobreviver. Velho demais, estranho demais, radical demais.


A Bíblia foi proibida, queimada, zombada e ridicularizada. Acadêmicos rotularam-na como tola. Reis marcaram-na como ilegal. Por mais de mil vezes a sepultura foi cavada e a marcha fúnebre começou, mas de alguma maneira a Bíblia nunca permanece na sepultura.


Ela não só sobreviveu, ela prosperou. Ela é o único livro mais popular em toda a história. Ela tem sido o livro mais vendido no mundo por trezentos anos!


Não há maneira no mundo de explicar isso. O que talvez seja a única explicação.


A resposta? A durabilidade da Bíblia não é encontrada na Terra; é encontrada no céu. Para os milhões que testaram suas exigências e alcançaram suas promessas não há resposta a não ser esta – a Bíblia é livro de Deus e voz de Deus.


Enquanto você a lê, seria sábio pensar em duas questões. Qual é o propósito da Bíblia? Como eu estudo a Bíblia? O tempo usado para refletir nestes dois assuntos irá melhorar muito seu estudo Bíblico.

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida. Irmãos.com
Texto original extraído do site www.maxlucado.com



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Nota do editor: Esta série foi recomendada pela Alexia Guerra, integrante da MOBINP. Valeu Alexia!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A História do Inferno: de 1400 a 1500 d.C.

Posted by Jefferson Ricardo On 15:42

O que os cristãos creram a respeito do inferno ao longo da história?

Após uma introdução das três principais visões sobre o inferno, apresentamos aqui grandes nomes da história e o que defendiam sobre o assunto. (acesse a introdução para ver o índice)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A História do Inferno: de 1000 a 1400 d.C.

Posted by Jefferson Ricardo On 09:22

O que os cristãos creram a respeito do inferno ao longo da história?

Após uma introdução das três principais visões sobre o inferno, apresentamos aqui grandes nomes da história e o que defendiam sobre o assunto. (acesse a introdução para ver o índice)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A História do Inferno: de 400 a 1000 d.C.

Posted by Jefferson Ricardo On 12:05

O que os cristãos creram a respeito do inferno ao longo da história?

Após uma introdução das três principais visões sobre o inferno, apresentamos aqui grandes nomes da história e o que defendiam sobre o assunto. (acesse a introdução para ver o índice)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A História do Inferno: de 200 a 400 d.C.

Posted by Jefferson Ricardo On 15:00

O que os cristãos creram a respeito do inferno ao longo da história?

Após uma introdução das três principais visões sobre o inferno, apresentamos aqui grandes nomes da história e o que defendiam sobre o assunto. (acesse a introdução para ver o índice).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A História do Inferno: de 30 a 200 d.C.

Posted by Jefferson Ricardo On 20:20

O que os cristão através da história creram a respeito do inferno?

Após uma introdução das três principais visões sobre o inferno, apresentamos aqui grandes nomes da história e o que defendiam sobre o assunto. (acesse a introdução para ver o índice).

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A História do Inferno: Introdução

Posted by Jefferson Ricardo On 18:32

Nós da MOBINP estaremos re-postando uma série que o Voltemos Ao Evangelho irá traduzir. Esperamos que todos sejam edificados.


Recentemente a revista Christian History publicou uma pequena edição intitulado “A História do Inferno – Um breve panorama e guia de recursos”, recurso recomendado por alguns pastores, como Mark Driscoll. Cremos que este conteúdo complementará com a perspectiva histórica sobre essa doutrina, por isso o estamos traduzindo (com permissão da própria revista).

quarta-feira, 9 de março de 2011

Como discipular um transexual - Pt. 5 (final)

Posted by Jefferson Ricardo On 17:23

A esta altura, você deve estar pensando que toda essa coisa de evangelho é bastante abstrata. Não é sobre fazer, mas sobre crer; não é sobre os pecados da superfície, mas sobre ídolos do coração. Quando é que chegaremos às coisas práticas, tangenciáveis?

Estou tentando convencê-lo de que os “ídolos do coração” e o “crer” são coisas práticas. Elas podem não te levar a direcionamentos fáceis como “leia mais a sua bíblia” ou “esteja mais em comunhão com os irmãos”. Mas quando você deixar seus esforços de discipulado serem reorientados pelo evangelho, você verá mudança profunda, porque o evangelho muda tudo.